Leite Compen$ado: homem é condenado a 13 anos de prisão por adulterar leite com água e ureia no RS

Réu atuava em um posto de resfriamento em Guaporé e é apontado como um dos executores do esquema investigado na operação

18/08/2026

Por @ClicdoVale | contato@clicdovale.com.br
Em Polícia e Trânsito

Um homem foi condenado a 13 anos e seis meses de prisão por adulteração de leite com a adição de água, ureia e outras substâncias no Rio Grande do Sul. A sentença foi proferida pela 2ª Vara Judicial da Comarca de Guaporé, na Serra, e divulgada nesta segunda-feira, dia 17. A identidade do condenado não foi divulgada.

A decisão foi tomada na quinta-feira, dia 13. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado, além do pagamento de multa. O condenado poderá recorrer da sentença em liberdade.

Conforme a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), apresentada no âmbito da Operação Leite Compen$ado I, o homem é apontado como um dos executores do esquema de adulteração de leite.

A fraude envolvia a adição de água, sal, açúcar, ureia com formaldeído e produtos químicos, como soda cáustica, para aumentar artificialmente o volume do leite comercializado. As substâncias também eram utilizadas para alterar características do produto e mascarar irregularidades nos controles de qualidade.

Segundo a investigação, a prática reduzia o valor nutritivo do alimento e poderia tornar o leite nocivo à saúde dos consumidores.

O condenado trabalhava em um posto de resfriamento de leite em Guaporé, atuando na plataforma de recebimento, carregamento e reaproveitamento das cargas. Conforme a denúncia, a função exercida por ele possibilitava a inserção das substâncias no produto destinado ao consumo humano.

Operação Leite Compen$ado:

A primeira fase da Operação Leite Compen$ado foi deflagrada em maio de 2013. Na ocasião, oito pessoas ligadas ao transporte e ao resfriamento de leite foram presas em diferentes municípios do Rio Grande do Sul.

Na época, o grupo investigado movimentava cerca de 100 milhões de litros de leite por ano. As investigações também apontaram a aquisição de mais de 100 toneladas de ureia que seriam destinadas à fraude.

A operação teve diversas fases nos anos seguintes, ampliando as investigações sobre adulterações na cadeia leiteira do Estado.

Operação teve ramificação em Paverama em 2014:

A Operação Leite Compen$ado também teve desdobramentos em Paverama. Em maio de 2014, durante a quinta fase da investigação, o município esteve entre as cidades onde foram cumpridas ordens judiciais.

Naquela etapa, a operação avançou sobre empresas do setor de laticínios da região e resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão e de prisão. As investigações apuravam suspeitas de adulteração do leite com a utilização de substâncias para mascarar problemas na qualidade do produto.

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