O que os presidenciáveis propõem para o agro? Conheça as propostas

Planos de Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos abordam crédito rural, fertilizantes, infraestrutura, tecnologia e segurança jurídica no campo.

21/08/2026

Por @clicdovale | contato@clicdovale.com.br
Em Política

A produção agropecuária está entre as prioridades apresentadas nos planos de governo protocolados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).

Os cinco integram a disputa presidencial e estão entre os nomes mais citados nas pesquisas de intenção de voto, que também incluem outros candidatos registrados na Justiça Eleitoral.

Nos levantamentos mais recentes, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem nas duas primeiras posições, enquanto Caiado, Renan Santos e Zema integram o grupo seguinte, com percentuais que variam conforme o instituto e a pesquisa.

Na apresentação das propostas para o próximo mandato, os candidatos destacam a relevância do setor para a soberania nacional, a segurança alimentar, a economia brasileira e a presença do país no mercado internacional.

Entre os temas que aparecem em diferentes programas estão a produção nacional de fertilizantes para reduzir a dependência externa de insumos, investimentos em irrigação e armazenagem, melhoria das rotas de escoamento da safra, biocombustíveis, transição energética, modernização, conectividade e inovação tecnológica no ambiente rural.

Os planos também apresentam propostas relacionadas ao financiamento da produção e ao funcionamento do Plano Safra. Confira os principais pontos apresentados pelos cinco candidatos.

Lula:

As principais propostas de Luiz Inácio Lula da Silva para o setor incluem o fortalecimento da agricultura familiar, uma das bandeiras históricas dos governos petistas.

Nessa área, Lula defende a ampliação da reforma agrária associada à regularização fundiária e melhorias na infraestrutura do campo.

O plano também propõe uma reformulação do Plano Safra, com adoção de um modelo plurianual e investimentos em tecnologias capazes de ampliar a produtividade, incluindo máquinas, equipamentos e sistemas de irrigação.

Na política externa, a proposta é continuar ampliando mercados para os produtos brasileiros e buscar novos parceiros comerciais para o agronegócio.

Diante dos efeitos de eventos climáticos sobre a produção, o programa defende ainda a modernização do seguro rural e medidas voltadas à sustentabilidade como formas de reduzir riscos para os produtores.

Investimentos em biocombustíveis, tecnologia, conectividade rural e produção nacional de fertilizantes também estão entre as propostas apresentadas.

Flávio Bolsonaro:

Flávio Bolsonaro coloca a previsibilidade para o produtor entre os principais pontos de seu programa para o agronegócio.

O candidato defende a redução dos custos de transporte, ampliação do seguro rural e investimentos em irrigação e armazenagem. A proposta busca aumentar a proteção do produtor diante de perdas e ampliar a capacidade de armazenamento da produção brasileira.

Na área de tecnologia, Flávio propõe ampliar investimentos na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e melhorar a conectividade nas propriedades rurais.

A produção nacional de fertilizantes também aparece como prioridade. O objetivo apresentado é reduzir a dependência brasileira de produtos importados e ampliar a segurança no fornecimento dos insumos utilizados no campo.

O candidato também defende mais investimentos em biocombustíveis, com a intenção de ampliar a participação brasileira no mercado internacional de energia renovável.

Na área fundiária, Flávio propõe avançar na regularização e titulação de pequenos produtores e consolidar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) como instrumento relacionado à conservação e à recuperação ambiental.

Ronaldo Caiado:

Ronaldo Caiado dedica um capítulo específico de seu plano de governo ao agronegócio.

Entre as propostas está a ampliação da participação do mercado de capitais no financiamento da atividade rural, com maior utilização de instrumentos como Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), Fiagro e debêntures.

Caiado também propõe reformular o Plano Safra e transformá-lo em uma política plurianual, com linhas destinadas principalmente à infraestrutura, incluindo irrigação e armazenagem, além de ampliar a cobertura do seguro rural.

Outra prioridade é aumentar a conectividade no campo, estimular investimentos em tecnologia e inovação e ampliar a produtividade principalmente em áreas já utilizadas pela agropecuária.

No mercado internacional, o candidato defende ampliar o protagonismo brasileiro na bioenergia, reduzir a dependência externa de fertilizantes e abrir novos mercados para diversificar os destinos da produção nacional.

A sustentabilidade da agropecuária brasileira também aparece como elemento a ser utilizado na promoção do setor no exterior.

Romeu Zema:

Romeu Zema também dedica parte específica de seu plano às propostas para o agronegócio.

O candidato defende a redução de barreiras que, segundo o programa, limitam a expansão e os investimentos no setor, com foco na burocracia, nos gargalos de infraestrutura e na segurança jurídica.

Entre as propostas estão a ampliação do seguro rural, investimentos na logística de escoamento das safras e redução de entraves relacionados ao licenciamento ambiental.

Zema também propõe investimentos em tecnologia e assistência técnica aos produtores.

Na área internacional, o plano prevê a abertura de novos mercados para os produtos brasileiros e a diversificação dos fornecedores externos de fertilizantes, paralelamente ao estímulo à produção nacional desses insumos.

O programa também aborda a regularização de títulos rurais e medidas de combate à grilagem e ao crime organizado como instrumentos para aumentar a segurança das propriedades rurais.

Renan Santos:

Renan Santos apresenta como uma das prioridades para o agronegócio a agregação de valor às cadeias produtivas brasileiras.

A proposta busca ampliar o processamento e a industrialização de produtos agropecuários dentro do país, reduzindo a concentração das exportações em produtos com menor valor agregado.

Entre as medidas apresentadas estão a criação de Zonas Econômicas Especiais e linhas de crédito vinculadas ao cumprimento de metas produtivas e de exportação.

Renan também propõe aproximar a produção agropecuária de tecnologias de ponta, incluindo o uso de inteligência artificial no campo.

Outra proposta é aumentar a soberania brasileira na produção de fertilizantes por meio da execução e ampliação do Plano Nacional de Fertilizantes e da exploração de minerais considerados estratégicos para a fabricação dos insumos.

O programa também prevê mudanças relacionadas à exploração desses minerais, incluindo operações em terras indígenas.

Na área fundiária, o candidato defende medidas contra invasões de propriedades rurais e uma auditoria da produtividade das áreas destinadas à reforma agrária.

Na educação, Renan propõe mudar a forma como o agronegócio é apresentado às novas gerações, buscando ampliar a valorização do setor.

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