Pix por aproximação completa um ano, mas ainda não caiu no gosto dos brasileiros

Modalidade representa apenas 0,01% das transações realizadas pelo sistema em janeiro, segundo dados do Banco Central.

04/03/2026

Por @ClicdoVale | contato@clicdovale.com.br
Em Notícias Gerais

O Pix por aproximação completou um ano de funcionamento no Brasil no último sábado, dia 28 de fevereiro, ainda enfrentando dificuldades para se popularizar entre os consumidores.

Dados divulgados pelo Banco Central apontam que a modalidade representou apenas 0,01% do total de transações realizadas pelo sistema em janeiro, indicando que a adesão do público ainda é bastante limitada.

Em números absolutos, o cenário confirma o baixo uso. Das 6,33 bilhões de transações realizadas via Pix no mês de janeiro, pouco mais de 1 milhão (1,057 milhão) ocorreram por meio da aproximação do celular nas maquininhas de cartão.

No aspecto financeiro, a participação também é pequena. As operações realizadas por aproximação movimentaram R$ 568,73 milhões, valor que corresponde a 0,02% dos R$ 2,69 trilhões transacionados pelo sistema Pix no mesmo período.

Restrições de segurança e potencial de crescimento:

Especialistas apontam que a adoção mais lenta está relacionada principalmente a medidas de segurança e limitações técnicas. Para reduzir riscos de fraudes, o Banco Central definiu um limite padrão de R$ 500 por transação para pagamentos realizados por aproximação utilizando carteiras digitais, como o Google Pay, presente em grande parte dos smartphones no país.

Embora os usuários possam ajustar esse limite diretamente nos aplicativos dos bancos, a restrição inicial exige uma adaptação por parte do consumidor.

Mesmo com participação pequena no volume total de transações, os dados indicam crescimento gradual. Em julho de 2025, por exemplo, a modalidade registrava cerca de 35,3 mil operações, número que ultrapassou 1 milhão de transações em novembro do mesmo ano.

Para o diretor executivo da Associação dos Iniciadores de Transação de Pagamento (Init), Gustavo Lino, o cenário tende a evoluir conforme a tecnologia se torne mais comum no dia a dia.

Segundo ele, o Pix por aproximação tem potencial para crescer especialmente em ambientes com grande fluxo de pessoas, onde a agilidade no pagamento é fundamental.

Como funciona o Pix por aproximação:

O Pix por aproximação permite realizar pagamentos presenciais de forma mais rápida, eliminando algumas etapas do processo tradicional.

Em vez de abrir o aplicativo do banco, escanear um QR Code e digitar a senha, o usuário precisa apenas ativar a tecnologia NFC do celular, abrir a carteira digital e aproximar o aparelho da maquininha de cartão, semelhante ao funcionamento de cartões por aproximação.

Atenção ao Pix no crédito:

O Banco Central também alerta para um detalhe importante no momento do pagamento. Algumas instituições financeiras disponibilizam a opção de Pix no crédito, utilizando o limite do cartão de crédito para realizar a transação.

Nesse caso, o usuário deve observar qual fonte de pagamento está selecionando na carteira digital, já que o uso do crédito pode gerar cobrança imediata de juros, dependendo das condições do banco ou da operadora do cartão.

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