Banco Central reduz taxa Selic para 14,25% ao ano e mantém cautela sobre próximos cortes
Decisão do Copom foi unânime e marca a terceira redução consecutiva dos juros básicos da economia brasileira
18/06/2026
Por @ClicdoVale | contato@clicdovale.com.br
Em Notícias Gerais

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira, dia 17, reduzir a taxa básica de juros da economia brasileira em 0,25 ponto percentual. Com a decisão, a Selic passou de 14,50% para 14,25% ao ano.
Esta foi a terceira reunião consecutiva em que o Banco Central promoveu um corte de 0,25 ponto percentual. O atual ciclo de redução dos juros teve início em março deste ano, quando a taxa foi reduzida de 15% para 14,75% ao ano.
A decisão foi tomada por unanimidade pelos integrantes do Copom e ficou dentro das expectativas do mercado financeiro.
No comunicado divulgado após a reunião, o Banco Central evitou antecipar os próximos passos da política monetária e destacou que futuras decisões dependerão da evolução da inflação e do cenário econômico.
Segundo o colegiado, “a magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações, visando assegurar a convergência da inflação à meta”.
O Copom ressaltou ainda que o atual nível de restrição da política monetária permite diferentes trajetórias para a taxa de juros, desde que sejam compatíveis com o controle da inflação.
O Banco Central também apontou que os modelos utilizados para projetar a inflação enfrentam um grau de incerteza superior ao habitual, especialmente diante dos choques de oferta observados na economia global.

Entre os fatores de atenção estão as incertezas fiscais internas e o cenário internacional. A autoridade monetária destacou que os conflitos no Oriente Médio seguem sendo monitorados devido aos possíveis impactos sobre os mercados financeiros, os preços das commodities e as condições de financiamento global.
O cenário ganhou novos contornos nesta semana após Estados Unidos e Irã anunciarem um entendimento preliminar para encerrar as hostilidades na região e viabilizar a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo. Apesar da reação positiva dos mercados, investidores ainda acompanham com cautela os desdobramentos das negociações.
Com a nova redução da Selic, o Banco Central mantém o processo gradual de flexibilização monetária, mas reforça que os próximos movimentos dependerão da evolução da inflação e do comportamento da economia brasileira e internacional nos próximos meses.
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